Ainda hoje (quarta-feira, 19), relatos em fóruns, redes sociais e sites do setor indicam que a versão crackeada de Marvel Tōkon: Fighting Souls está rodando de forma mais fluida no PC que a cópia oficial da Steam. Jogadores relatam 60 fps estáveis em configurações altas em máquinas onde a versão de varejo sofre com quedas, micro-travamentos e até travamentos completos. Veja os detalhes:
Lançado em 6 de agosto para PS5 e PC, o game chegou ao topo dos mais vendidos da Steam antes de os comentários esfriarem, e hoje mantém avaliação Mista, com cerca de 46% de análises positivas. Na review do site Wccftech, ele recebeu nota 8,7 de 10 e foi descrito como um dos melhores jogos de luta em equipe já feitos pela Arc System Works, o que indica que o problema está na versão de computador, não no jogo em si.

Os relatos de desempenho ruim se repetem em PCs bem acima das configurações recomendadas, com taxas de quadros instáveis, micro-travamentos persistentes, travamentos, opções gráficas quebradas e um netcode online irregular. A versão de PS5 escapa da maioria desses problemas, o que apontou para algo específico do computador como causa.
Marvel Tōkon: Fighting Souls roda melhor sem o DRM
Segundo o site CrackWatch, a proteção do jogo caiu 11 dias depois do lançamento. Com ela removida, um usuário do Reddit relatou rodar o game em 60 fps na qualidade máxima e sem precisar compilar os shaders antes, etapa obrigatória na versão oficial, com micro-travamentos ocasionais apenas durante super moves e nos menus.
Usuários no fórum ResetEra e no X relataram o mesmo. JustinSGX viu o uso do processador Intel Core i7-6700K cair de 57% para 34% ao trocar para a versão sem DRM.

Outro jogador afirmou segurar 60 fps travados com configurações médias e CPU e GPU entre 40% e 50% de uso, enquanto a versão oficial ficava presa em 45 fps até em resolução baixa.
É importante destacar que esses números são relatos de jogadores sem medição padronizada, não testes controlados. Ainda assim, a recorrência em máquinas e cenários diferentes reforça que a versão oficial carrega um custo de processamento que a crackeada não tem.
Suspeita recai sobre o Easy Anti-Cheat e o kit da PlayStation
Na página da Steam, o jogo é listado com proteção Easy Anti-Cheat em nível de kernel, e os relatos também citam processos do kit da PlayStation Network rodando em segundo plano. JustinSGX apontou que a versão oficial criptografa e descriptografa o jogo em tempo real, em blocos de 64 kB, em um núcleo inteiro da CPU, uma carga que a versão sem DRM não carrega.
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A conta da PlayStation ainda é obrigatória para as partidas online, uma exigência que tirou o jogo da loja em mais de 130 países e lembra a polêmica de Helldivers 2 em 2024, com uma diferença, a Sony não recuou desta vez. No Steam Deck e no Linux, o jogo nem abre por causa do anti-cheat.
Vale destacar que, mesmo com a proteção, jogadores já extraíram dos arquivos personagens de DLC ainda não lançados, o que mostra que o bloqueio não cumpriu nem a função de segurar o conteúdo.
Arc System Works afirma que investiga
A desenvolvedora reconheceu publicamente os problemas. “Sabemos que alguns jogadores no PC estão enfrentando problemas de desempenho. A equipe está investigando ativamente esses relatos”, afirmou a Arc System Works em comunicado, sem previsão para uma correção definitiva. Um pacote de ajustes lançado na semana passada melhorou parte do desempenho, mas a avaliação Mista segue estável após centenas de novas análises.
Remover o DRM de um jogo depois do lançamento não é inédito, mas costuma levar meses ou anos, quando acontece. No caso, a proteção falhou no seu propósito, o jogo foi crackeado em menos de duas semanas, e quem pagou pela versão oficial ficou com a pior experiência. No fim das contas, esse é o exemplo mais recente do DRM cumprindo o papel inverso.
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