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Marvel Tōkon: Fighting Souls roda pior que a versão pirata

As camadas de DRM e anti-cheat explicam a queda de desempenho de Marvel Tōkon: Fighting Souls no PC, enquanto a versão crackeada alcança os 60 fps que a oficial não entregou

Por Redação 4 min de leitura
Imagem oficial de Marvel Tōkon: Fighting Souls
Imagem: Steam/Reprodução

Ainda hoje (quarta-feira, 19), relatos em fóruns, redes sociais e sites do setor indicam que a versão crackeada de Marvel Tōkon: Fighting Souls está rodando de forma mais fluida no PC que a cópia oficial da Steam. Jogadores relatam 60 fps estáveis em configurações altas em máquinas onde a versão de varejo sofre com quedas, micro-travamentos e até travamentos completos. Veja os detalhes:

Lançado em 6 de agosto para PS5 e PC, o game chegou ao topo dos mais vendidos da Steam antes de os comentários esfriarem, e hoje mantém avaliação Mista, com cerca de 46% de análises positivas. Na review do site Wccftech, ele recebeu nota 8,7 de 10 e foi descrito como um dos melhores jogos de luta em equipe já feitos pela Arc System Works, o que indica que o problema está na versão de computador, não no jogo em si.

Tweet mostra Marvel Tōkon: Fighting Souls rodando melhor na versão pirata que na original. O post não está mais disponível
Post no X (antigo Twitter) não está mais disponível (Imagem: X/Reprodução)

Os relatos de desempenho ruim se repetem em PCs bem acima das configurações recomendadas, com taxas de quadros instáveis, micro-travamentos persistentes, travamentos, opções gráficas quebradas e um netcode online irregular. A versão de PS5 escapa da maioria desses problemas, o que apontou para algo específico do computador como causa.

Marvel Tōkon: Fighting Souls roda melhor sem o DRM

Segundo o site CrackWatch, a proteção do jogo caiu 11 dias depois do lançamento. Com ela removida, um usuário do Reddit relatou rodar o game em 60 fps na qualidade máxima e sem precisar compilar os shaders antes, etapa obrigatória na versão oficial, com micro-travamentos ocasionais apenas durante super moves e nos menus.

Usuários no fórum ResetEra e no X relataram o mesmo. JustinSGX viu o uso do processador Intel Core i7-6700K cair de 57% para 34% ao trocar para a versão sem DRM.

Tweet mostra Marvel Tōkon: Fighting Souls rodando melhor na versão pirata que na original.
Post no X (antigo Twitter) não está mais disponível (Imagem: X/Reprodução)

Outro jogador afirmou segurar 60 fps travados com configurações médias e CPU e GPU entre 40% e 50% de uso, enquanto a versão oficial ficava presa em 45 fps até em resolução baixa.

É importante destacar que esses números são relatos de jogadores sem medição padronizada, não testes controlados. Ainda assim, a recorrência em máquinas e cenários diferentes reforça que a versão oficial carrega um custo de processamento que a crackeada não tem.

Suspeita recai sobre o Easy Anti-Cheat e o kit da PlayStation

Na página da Steam, o jogo é listado com proteção Easy Anti-Cheat em nível de kernel, e os relatos também citam processos do kit da PlayStation Network rodando em segundo plano. JustinSGX apontou que a versão oficial criptografa e descriptografa o jogo em tempo real, em blocos de 64 kB, em um núcleo inteiro da CPU, uma carga que a versão sem DRM não carrega.

A conta da PlayStation ainda é obrigatória para as partidas online, uma exigência que tirou o jogo da loja em mais de 130 países e lembra a polêmica de Helldivers 2 em 2024, com uma diferença, a Sony não recuou desta vez. No Steam Deck e no Linux, o jogo nem abre por causa do anti-cheat.

Vale destacar que, mesmo com a proteção, jogadores já extraíram dos arquivos personagens de DLC ainda não lançados, o que mostra que o bloqueio não cumpriu nem a função de segurar o conteúdo.

Arc System Works afirma que investiga

A desenvolvedora reconheceu publicamente os problemas. “Sabemos que alguns jogadores no PC estão enfrentando problemas de desempenho. A equipe está investigando ativamente esses relatos”, afirmou a Arc System Works em comunicado, sem previsão para uma correção definitiva. Um pacote de ajustes lançado na semana passada melhorou parte do desempenho, mas a avaliação Mista segue estável após centenas de novas análises.

Remover o DRM de um jogo depois do lançamento não é inédito, mas costuma levar meses ou anos, quando acontece. No caso, a proteção falhou no seu propósito, o jogo foi crackeado em menos de duas semanas, e quem pagou pela versão oficial ficou com a pior experiência. No fim das contas, esse é o exemplo mais recente do DRM cumprindo o papel inverso.

Você está jogando Marvel Tōkon: Fighting Souls no PC? Deixe o que você achou nos comentários e nas redes sociais do Hardware em Ponto!

Fontes: Wccftech, Polygon, Kotaku e Steam.

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